Entrevista Novo Associado - CCA Ceramic Solutions

Novo associado ACIB

1.Como surgiu e qual o percurso percorrido pela vossa empresa ao longo dos anos?

A CCA completa 30 anos precisamente este ano, tendo sido constituída em 1996 no âmbito de uma joint venture entre uma empresa comercial francesa e uma empresa industrial portuguesa. Esta parceria aliou o know-how industrial da produção de louça cerâmica, existente na Bairrada, ao conhecimento e à proximidade comercial vigentes em França. Ao longo dos anos, a estrutura acionista sofreu alguns movimentos, mas sempre preservámos este binómio franco-português como parte indissociável da nossa identidade.

Inicialmente, a CCA dedicava-se exclusivamente à produção de cerâmica destinada ao setor alimentar — pratos para pré-cozinhados, ultracongelados, sobremesas, entradas e patés — estando presente junto dos grandes players do setor alimentar francês e tendo como destinatários finais todas as grandes superfícies que conhecemos. Posteriormente, diversificámos a nossa oferta de produtos, mantendo-nos sempre na área da louça cerâmica, mas orientando-nos para finalidades mais utilitárias e domésticas. Atualmente, conseguimos oferecer produtos distintivos e fornecer cadeias de lojas por toda a Europa.

2.Quais as maiores dificuldades que reconhece existirem para a vossa empresa, na actual conjuntura económica e que medidas tomam para as ultrapassar?

No período atual, assistimos a uma perturbação de alcance mundial, decorrente do conflito entre os EUA e o Irão, cujas repercussões se fazem sentir em toda a economia, mas de modo particularmente acentuado na indústria cerâmica, dado o seu carácter energeticamente intensivo. O aumento do custo da energia, em especial do gás natural, impõe desafios significativos e exerce pressão sobre a estrutura de custos, não existindo, atualmente, alternativas tecnológicas à escala industrial que permitam diversificar a fonte de energia no processo de cozedura de produtos cerâmicos a 1200°C. Noutras áreas do processo industrial, a eletrificação avança progressivamente, contribuindo assim para a descarbonização.

Acresce uma série de fatores transversais a toda a economia, desde a pressão associada à sustentabilidade até ao cumprimento de exigências regulatórias de diversa natureza, as quais podem traduzir-se num aumento de custos e num potencial desequilíbrio da nossa competitividade no mercado global, particularmente quando comparados com produtos oriundos de outras geografias.

Outro tema que nos é particularmente sensível prende-se com a área dos recursos humanos, a qual tem assumido, na nossa gestão, um papel de relevo e de intensidade crescente. A escassez de profissionais nas áreas técnicas, aliada a uma dificuldade generalizada de recrutamento, coloca a organização sob pressão. A gestão do nosso talento e a retenção de colaboradores exigem, assim, novas abordagens e uma atenção especial.

3.O que diferencia a vossa empresa de outras do mesmo ramo?

A proximidade com o cliente, a procura constante das melhores soluções para lhe apresentar, a inovação contínua de produtos, bem como a flexibilidade produtiva e o elevado nível de serviço – tudo isto confere ao cliente uma garantia distintiva e uma confiança sólida nos nossos produtos e serviços.

4.Que previsão e projetos têm para o futuro?

Na área industrial, temos como objetivo o aumento da automatização de algumas tarefas do processo de fabrico, bem como a digitalização integral do ciclo de criação de novos produtos — desde o desenho até à produção de protótipos e das primeiras amostras. Na área comercial, ambicionamos aprofundar o processo de construção da nossa marca própria, de modo a projetar a empresa para outro tipo de clientes e mercados.

5.Em que medida considera importante o trabalho de uma associação no apoio às empresas suas associadas?

O trabalho de uma associação industrial assume, atualmente, uma importância crescente no nosso tecido empresarial, constituído sobretudo por PME que, devido à sua dimensão, dificilmente conseguem integrar a totalidade do conhecimento e das competências necessárias para melhorar a sua competitividade e dar resposta a todas as exigências solicitadas pelos seus stakeholders. A liderança de projetos formativos, a consultoria ambiental, jurídica e energética são alguns exemplos de domínios em que a escala de uma associação pode contribuir significativamente para que os empresários se concentrem nas áreas chave do seu negócio.

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