Associado em entrevista - Capitan Pedro

ACIB Associado

1.Como surgiu e qual o percurso percorrido pela vossa empresa ao longo dos anos?

Antes de mais, em nome da CAPITAN PEDRO, agradeço o convite endereçado à empresa. É um privilégio poder dar a conhecer um pouco mais da nossa caminhada!
A empresa, fundada por Pedro Manuel da Silva Ferreira, que se estabeleceu por conta própria em Setembro de 1999 num pequeno armazém localizado no anexo da habitação, iniciou com um modelo de negócio assente na Venda Direta de produtos alimentares congelados, bem como de Bacalhau salgado e seus derivados.
Com a empresa em franca expansão, e após a aquisição de um terreno para o efeito, em 2010 inaugurou um novo entreposto frigorífico, na qual contemplou uma loja de venda ao público, que veio fazer face à sucessiva procura de produto por parte dos consumidores finais. Com um crescimento sustentável e com vista em fazer face às necessidades dos clientes mais exigentes, a empresa expandiu a área de negócio, passando a contar com uma unidade industrial de
preparação de produtos da pesca, cujo licenciamento foi alcançado em 2024. Hoje, conta com um abrangente leque de produtos alimentares congelados, desde pescado, mariscos, carnes, vegetais e pré-cozinhados, contando também com alguns conservas e óleos.

2.Quais as maiores dificuldades que reconhece existirem para a vossa empresa, na atual conjuntura económica e que medidas tomam para as ultrapassar?

Diria que o maior desafio passa pela aquisição de matéria prima, sobretudo de produtos da
pesca. O consumo de pescado tem-se intensificado à escala global, e com os limites das quotas
de pesca a serem cada vez mais reduzidos, torna-se cada vez mais complicado obter as diferentes
espécies de pescado que o nosso consumidor habitualmente procura. Para ser dada resposta ao
nosso cliente, num mercado concorrencial em que o próprio é também cada vez mais exigente, é
de todo o nosso interesse garantir produto que satisfaça as suas necessidades. Assim, para
garantirmos uma adequada resposta, dispomos de uma logística muito funcional, salvaguardando
estabilidade financeira que nos garante capacidade de investimento para fazer face aos
compromissos assumidos, fazendo também com que a empresa disponha forçosamente de um
criterioso controlo de custos, de crédito de clientes, bem como de uma minuciosa gestão de stocks.

3. O que diferencia a vossa empresa de outras do mesmo ramo?

A empresa destaca-se do mercado, em primeiro lugar, pela proximidade que consegue criar com os clientes, na qual a relação estabelecida vai muito para além de uma relação fornecedorcliente, procurando criar sempre uma sinergia que promova a criação de uma parceria comercial.
Ressalvo também a nossa capacidade logística que, tendo em conta que a empresa atua num raio de distribuição muito próximo das instalações e com uma distribuição que funciona seis dias por semana, faz com que a empresa consiga uma resposta ao cliente muito mais próxima e eficiente.
Tratando-se de um negócio com uma estrutura de pequena dimensão (comparativamente
à concorrência), aliada também ao facto de poder contar com uma capacidade produtiva
autónoma, posiciona a empresa de forma única, conseguindo passar de um produto standardizado, para um produto à medida/necessidade do cliente.

4. Que previsão e projetos têm para o futuro?

A empresa ao longo dos anos tem se deparado com grandes desafios, dada a dimensão e
o posicionamento que a empresa ocupa. O último grande projeto e consequentemente desafio
alcançado foi o licenciamento da unidade industrial, que nos trouxe responsabilidade acrescida, mas que nos permite continuar a sermos competitivos e uma referência de mercado, naquele que
é o nosso raio de ação. No entanto, face às exigências constantes de mercado, a empresa tem a necessidade de acompanhar de muito perto todas as normas e legislação que vão surgindo.
Assim, a empresa continua com o foco de desenvolver um crescimento sustentável, aliado à responsabilidade social que comporta. A previsão de crescimento, se por um lado pode ser preocupante pelos constrangimentos que passam pela obtenção de produtos da pesca, por outro lado o crescimento do setor,
especialmente no mercado Europeu, afigura-se muito promissor. A visão da gerência assenta nos
pilares de um mercado que procura sobretudo três princípios básicos, os quais temos forçosamente procurar responder – qualidade, segurança e praticidade/necessidade, e é com esta orientação que a empresa continuará a trilhar o seu caminho.

5. Em que medida considera importante o trabalho de uma associação no apoio às empresas suas associadas?

As Associações Comerciais representam um papel fundamental porque, de uma forma geral, são os representantes ativos do tecido empresarial que defendem o meio em que operam.
Em pequenos negócios, que dispõe assim de menos recursos internos, em setores que atravessem mudanças regulatórias sistematicamente, as Associações desempenham um papel quase decisivo para que os negócios prosperem.
Neste contexto, e de forma particular, é de grande salutar o trabalho notável que tem vindo a ser desenvolvido pela ACIB, com elevada importância no dia-a-dia, quer das empresas, quer dos pequenos comércios, na medida em que estabelece o elo de ligação com o mercado, fomentando parcerias estratégicas aos seus associados. Também importa ressalvar a importância dos diversos serviços que presta, como apoio técnico e jurídico, e desenvolvimento de ações de formação para as empresas e seus colaboradores.

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